08 06
2009Meninas da minha terra
Na minha terra natal
Há tantas coisas bonitas
Que é difícil de contar.
Prá não esquecer nenhuma
Comprei um computador
Prá nele tudo guardar.
E quando a memória falhar
Basta clicar um botão
Prá tudo poder recordar.
Pois entre tantas belezas
Que existem na minha terra
Algumas quero lembrar.
Prá melhor poder ornar
Estes versos dedicados
Àquela que feliz me faz.
Começo com passarinhos
Que no fundo de meu quintal
Trinavam alegremente
Quando o sol no horizonte
Principiava a levantar.
Avinhados, tiés, sabiás,
Periquitos, maritacas,
Papa-capins, joões-de- barro,
Um martim-pescador
E tantos outros passarinhos,
Que não dá prá registrar.
Até um bando de corujas
Que à noite, agourentas,
Piavam prá me assustar.
A brisa suave fazia
As doces mangas pendentes
Nas mangueiras balançar,
Cajueiros, pitangueiras,
Laranjeiras, mamoeiros,
E também abacateiros,
Assim também como outras
Que a minha memória agora
Não pode mais me ajudar,
Mas ainda hoje povoam
Os dias da minha infância,
Que trago guardados em mim.
Com tanta fruta brotando
Na chácara do meu quintal
Monotonia não tinha
Na minha infância vivida
Na minha terra natal.
Prá todos quero contar
Que nos campos da minha terra,
De mel a maracujá,
Tudo podia dar,
Por que fartura é palavra
Que é pequena prá explicar
Tudo que a minha terra
Podia e queria dar
Ao seu povo tão bondoso,
Quanto belo e prestimoso.
Mas, sem esconder meu orgulho
Pela harmonia perfeita
Da beleza e formosura
Da minha terra natal,
Uma eu quero cantar.
Porque só na minha terra
Tem tantas meninas bonitas
Que não dá prá disfarçar.
São Odetes, Serafinas,
Anas, Marianas, Delfinas,
Beneditas, Sebastianas,
Alices e Catarinas,
Prá lembrar as mais antigas.
Tem a minha Teresinha,
Que roubou meu coração,
E com nomes mais modernos
Márcias, Cecílias, Valérias,
Cristinas, Zélias, Vanessas,
Ângelas, Kátias, Andressas,
Tamires e Tatianas,
Vívians, Lílians, Adrianas,
Também não faltam Lucianas.
E lá na maternidade,
Acabou de aportar
A minha linda Gabriela,
A neta que sempre sonhei.
Enfim são tantos os nomes
De meninas tão bonitas
Que em minha terra natal
Nasceram para adornar
Terra tão deliciosa.
Mas prá ser justo como devo
Um nome não posso deixar
De nestes versos mencionar,
Porque na minha terra natal
Entre tantas meninas bonitas
Uma existe que é cândida,
De olhos lindos, brilhantes,
Que deixaria uma flor
Por mais bela que pareça
Em plano bem secundário.
Essa menina tão bela
Está despertando prá vida,
Fruindo da juventude,
A todos alegra ao passar.
Ela se chama Maria
Que, por sorte do destino,
Seus pais não se esqueceram
De ao lado do nome Maria
Um outro lindo juntar.
Por isso que belo conjunto
Formaram seus pais ao lhe dar
Lá na pia batismal,
Onde a água da candura
Completou feliz tarefa.
Maria Cândida ficou
Prá sempre nos alegrar.
Com justa razão a escolhi
A representante perfeita
De gerações muito belas
De meninas tão charmosas,
De corpos esculturais,
Isso eu não posso negar,
Que lá na minha Bebedouro,
Nascem a cada dia,
Pois só na minha Bebedouro
Deus deixou uma semente
Prá em nossa cidade eternizar
A beleza, a formosura
Que ninguém mais pode ter,
Por que quem tem
Maria Cândida,
O superlativo do belo,
Ninguém precisa humilhar,
Mas que fique claro, vizinhos,
Se beleza e formosura
Vocês também querem ter,
Só lhes resta um caminho,
Venham o quanto antes
Em minha terra morar.
Autor: Antônio O. Tilelli
